sábado, 11 de janeiro de 2014

Ministério Público vai pedir a dissolução da Alstom
 


MARIO CESAR CARVALHO
FLÁVIO FERREIRA
DE SÃO PAULO
 
 
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O Ministério Público de São Paulo vai pedir a dissolução da Alstom no Brasil após a empresa ter se recusado a assinar um acordo pelo qual pagaria cerca de R$ 80 milhões para encerrar as investigações que apuram a suspeita de que a multinacional pagou propina para obter contratos com o governo de São Paulo.
A Folha revelou na edição desta sexta-feira (10) que a Alstom havia rejeitado o acordo de R$ 80 milhões sob alegação de que os promotores não têm provas de que a empresa corrompeu funcionários públicos e políticos do PSDB.
Na Suíça, onde a investigação contra a Alstom começou em 2008, a empresa pagou o equivalente a US$ 42,2 milhões (R$ 101 milhões) em 2011 para encerrar as apurações em torno da empresa.
A Promotoria do Patrimônio Público em São Paulo queria fazer um acordo nos moldes do suíço.
A dissolução da Alstom será pedida com base na nova lei anticorrupção, sancionada em agosto do ano passado. Segundo essa nova legislação, empresas envolvidas em corrupção podem ter suas atividades encerradas. A dissolução precisa ser aprovada pela Justiça.
Outra medida prevista pela nova lei é a multa de até 20% sobre o faturamento da empresa. Como a Alstom faturou R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2012, a empresa pode ser multada em R$ 500 milhões caso fique comprovado que ela corrompeu servidores e políticos.
Os alvos da Alstom eram contratos na área de energia (Eletropaulo e EPTE) e transporte (Metrô e CPTM).
Os promotores dizem ter provas suficientes para demonstrar o pagamento de propina. Segundo a Promotoria, a quebra de sigilo bancário de contas secretas que a Alstom mantinha na Suíça mostra que a empresa abasteceu das quais saíram pagamentos para Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
A Alstom também fez transferências para uma empresa do consultor Romeu Pinto Jr., que já confessou à polícia que não prestou serviço algum à multinacional francesa e na verdade recebeu valores para pagar propinas. O consultor não revelou, porém, para quem repassou o dinheiro.
Procurada pela Folha, a Alstom não se pronunciou até o momento. Robson Marinho diz não ter recebido propina nem ter conta na Suíça

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Feliz Ano Novo!

domingo, 13 de outubro de 2013

Círio de Nazaré reúne 2,1 milhões e bate recorde de devotos em Belém

Por iG São Paulo |                
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Berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré foi conduzida por mais de 7 mil "promesseiros" por 3,6 km

O Círio de Nazaré reuniu neste domingo número recorde de fiéis. O dado é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA). A maior romaria levou às ruas cerca de 2,1 milhões de  devotos acompanhando a imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré por 3,6 km. O grande diferencial do evento neste ano seria a intensa participação do público jovem.
Conheça a nova home do Último Segundo Acidente: Barco naufraga durante Círio Fluvial e deixa mortos em Macapá
Procissão de Nossa Senhora de Nazaré, na avenida Magalhães Barata, cidade de Belém (13/10). Foto: Futura Press
5/10
Para conduzir a berlinda que leva a imagem da Catedral da capital do Pará até a Basílica Santuário de Nazaré, foram 7.200 "promesseiros". Eles ficam distribuídos em cinco estruturas de ferro atreladas à corda que puxa a Virgem durante o trajeto. "É muito sacrificante, mas é ainda mais gratificante. Venho na corda há mais de dez anos. A gente sente o amor de Deus, o amor de Maria, é uma honra levar a Mãe na procissão, não tenho palavras para descrever", afirma Rubens Santos, "promesseiro" da corda.
As homenagens à santa de Nazaré ocorrem por todo o percurso. Fogos e apresentações musicais emocionaram quem acompanhou a romaria. Muitos romeiros percorreram descalços o caminho, outros de joelhos e milhares carregaram objetos que simbolizavam bênçãos alcançadas. "Sou de Santarém (PA) e é a primeira vez que acompanho a procissão inteira, vim descalça assim como faço no Círio de Nossa Senhora da Conceição, na minha cidade. É maravilhoso estar aqui, me sinto privilegiada", afirma Raimunda Silva, devota de 64 anos.
Por volta das 10 horas, a berlinda já havia percorrido mais da metade do trajeto. Os momentos mais difíceis para os romeiros são as curvas das avenidas, onde a multidão se aperta para que a imagem continue caminhando. Após a grande procissão, a imagem da Virgem fica exposta no altar da Praça Santuário para a visitação dos devotos por 15 dias.
De acordo com as pesquisas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Pará, o número de turistas na capital paraense durante o período do Círio chegou a 80 mil, a maioria deles brasileiros. Desde a sexta-feira, 11, a programação da festividade se intensificou com as romarias. "Vir e participar de tantos momentos no Círio é a cada ano mais emocionante. Fico feliz de conseguir vir a Belém nessa época", declara a devota paraense Rebeca Nunes, que mora São Paulo.
*com AE


     

    sábado, 27 de julho de 2013

    JORNAIS DO PARÁ NO PAINEL DO PAIM

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    domingo, 23 de junho de 2013

    Assessores do governo já estão no Pará para negociar com índios mundurukus

    23/06/2013 - 15h26
    Danilo Macedo
    Repórter da Agência Brasil

    Brasília - O governo federal enviou sete assessores da Secretaria-Geral da Presidência da República, da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Ministério da Justiça (MJ) para dialogar com índios mundurukus que mantêm como reféns, desde a tarde de sexta-feira (21), em Jacareacanga, no Pará, três biólogos da empresa Concremat que prestavam serviços à Eletrobras. Os profissionais fazem pesquisas de impacto ambiental na região de Jatobá para o Complexo Hidrelétrico de Tapajós.
    Segundo a Secretaria-Geral, o objetivo imediato do governo federal é a libertar os três reféns e estabelecer o diálogo. Os assessores já estão em Itaituba, no Pará, e aguardam a abertura das conversas com os índios, que também exigem a presença do Ministério Público nas negociações. A primeira reivindicação que chegou ao governo foi para que os estudos sejam interrompidos e que haja uma consulta à comunidade.
    Os biólogos estavam com acampamento montado na comunidade de Mamãe Anã há vários meses e faziam um inventário da fauna e da flora e levantamento socioambiental. Os mundurukus ocuparam o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte no fim de maio e, este mês, estiveram em Brasília, com mais de 140 índios, para se reunir com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho.
    Em nota, a Eletrobras informou que nenhum dos locais visitados pelos pesquisadores é terra indígena e que os índios roubaram câmeras fotográficas e computadores com os registros da expedição e o material coletado pela equipe. A estatal disse que o ato pode comprometer a qualidade dos estudos realizados e impedir sua continuação.
    Na sexta-feira (21), os índios levaram os biólogos para a aldeia, que fica a menos de uma hora de barco da comunidade. No sábado (22), porém, os munduruku os levaram para Jacareacanga durante o dia, onde permaneceram até retornar para dormir na aldeia. Segundo o governo, a informação obtida é que hoje os índios levariam os pesquisadores novamente para o mesmo local.
    Edição: Fernando Fraga
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    quinta-feira, 13 de junho de 2013

    Índios desocupam sede da Funai em Brasília e embarcam de volta ao Pará
    Comentários 7

    Fernanda Calgaro
    Do UOL, em Brasília
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    Conflitos indígenas no Brasil104 fotos

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    11.jun.2013 - Índios mundurucus e caipós protestam contra a construção da usina de Belo Monte em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília. Na sequência, eles fizeram uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios até o Palácio do Planalto Andre Borges/Folhapress
    Os cerca de 150 índios que ocupavam a sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Brasília desde segunda (10) deixaram o local na manhã desta quinta-feira (13). Eles embarcaram no início desta tarde em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) de volta para o Pará.
    Esse é o mesmo grupo que havia invadido em maio o canteiro principal das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e foi trazido a Brasília pelo governo federal numa tentativa de negociar e arrefecer os ânimos.
    Os indígenas, na sua maioria da etnia mundurucu --há também xipaias, araras e caiapós--, são contrários à construção das usinas hidrelétricas de Belo Monte e do rio Tapajós. Eles argumentam que não foram consultados previamente, conforme determina a Convenção 169 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).
    Os índios exigem ainda poder de veto quando empreendimentos ameaçarem seus meios de vida, a exemplo do que acontece em outros países, como na Colômbia.
    Na volta ao Pará, eles irão direto para as suas tribos, de acordo com o líder indígena Valdernir Munducuru, e lá decidirão os próximos passos. Indagado se o grupo poderia voltar a ocupar Belo Monte, disse não sabia.
    Em Brasília, eles tentaram falar com ministros, mas foram recebidos apenas por Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República. A reunião ocorrida na terça (4), porém, terminou em impasse.
    Inicialmente, a volta deles estava prevista para o fim da semana passada, mas eles acabaram estendendo para tentar marcar novas audiências com autoridades do governo.
    Carvalho concordou em recebê-los de novo na segunda (10), mas o encontro não aconteceu. Em nota, o governo afirmou que Carvalho "aguardou por cerca de uma hora pela reunião", mas que "os indígenas recusaram-se a participar da reunião, limitando-se a protocolar um documento na Presidência da República".
    A versão dos índios é diferente. Eles dizem que Carvalho descumpriu o que haviam combinado e quis receber apenas uma comissão com dez integrantes, em vez do grupo todo. Em protesto, eles ocuparam a sede da Funai, chegando a impedir a entrada de funcionários da instituição.

    Tensão entre índios e produtores rurais no MS - 13 vídeos

    domingo, 9 de junho de 2013

    Índios interpelam Gilberto Carvalho judicialmente

    Josias de Souza

    Lideranças dos índios mundurukus protocolaram no Superior Tribunal de Justiça uma interpelação judicial dirigida ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República). Acusam-no de calúnia e difamação. A interpelação é uma ferramenta utilizada para preparar futura queixa-crime contra o ministro.
    A petição tem mais doutores do que índios. São dez advogados para seis autores. O texto pode ser lido aqui. Está datado de 27 de maio. Mas só veio à luz neste final de semana, em notícias veiculadas pelo Cimi  (Conselho Indigenista Missionário), da CNBB; e pelo movimento Xingu Vivo para Sempre.
    Deve-se a interpelação a uma nota divulgada no site da pasta chefiada por Gilberto Carvalho no dia 6 de maio. Os munduruku haviam ocupado, quatro dias antes, o canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. E o ministro valeu-se da nota para atacar o que chamou de “autodenominadas” e “pretensas lideranças” dos índios.
    Sem dar nome aos bois, o texto da Secretaria-Geral da Presidência mirou a borduna abaixo da linha da cintura: “Na verdade, alguns Munduruku não querem nenhum empreendimento em sua região porque estão envolvidos com o garimpo ilegal de ouro no Tapajós e afluentes.”
    O documento flechou: “Um dos principais porta-vozes dos invasores em Belo Monte é proprietário de seis balsas de garimpo ilegal.” Mais adiante, levou o caldeirão ao fogo: “Diversos indígenas praticam diretamente esse garimpo ilegal na Bacia do Rio Tapajós, possuindo balsas que valem em torno de R$ 1 milhão.”
    Engrossou o caldo: “Outros indígenas cobram pedágio dos garimpeiros, chegando a receber R$ 40 mil por mês para permitir a extração ilegal de ouro na região. A propalada ‘defesa da natureza’ e a aliança dessas autodenominadas lideranças munduruku com entidades indigenistas e ambientalistas são suspeitas, pois o garimpo ilegal é uma das maiores agressões à natureza e às comunidades que vivem naquele território.”
    Na interpelação levada ao STJ, os munduruku reproduzem a nota de Gilberto Carvalho e pedem: 1) que o ministro apresente os nomes das lideranças indígenas a que se refere, para que os atacados possam se defender; 2) que esclareça se Dilma Rousseff avalizou o texto da nota; 3) que informe os nomes dos assessores que redigiram e divulgaram a nota.
    A petição dos índios esclarece que a interpelação é utilizada como “medida preparatória de posterior ação penal em face do senhor ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em virtude de declarações difamatórios, caluniosas e injuriosas feitas contra o povo indígena munduruku.”
    Sérgio Martins, um dos advogados que representam os índios, disse que a interpelação foi à mesa do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, do STJ. Gilberto Carvalho ainda não havia sido notificado até sexta-feira (9). Toda essa encrenca corre em paralelo com uma tentativa do auxiliar de Dilma Rousseff de chegar a algum tipo de acordo com os munduruku.
    Na última terça (4), Gilbertinho, como o ministro é chamado na intimidade, reuniu-se em Brasília com um grupo de mais de cem índios. Comprometeu-se em atender a algumas reivindicações dos munduruku. Entre elas a de realizar consultas prévias sobre futuras obras. Não vinculou, porém, o resultado dessas consultas ao andamento dos empreendimentos.
    Os índios querem saber se a opinião deles será levada em conta. Permanecem nos arredores de Brasília, no vizinho município goiano de Luziânia. Esperam ser recebidos novamente por Gilberto Carvalho nesta segunda-feira (10). Simultaneamente, aguardam pelo envio da notificação ao ministro.