Grupo de percussão Batuque Novo Cultural Jhamayka toca com crianças, no Conjunto Santa Felicidade: valorização da cultura negra
NegraFábio Massalli A
Walter Fernandes
A semana que começa hoje é de festa para a comunidade negra. Em todo o Brasil se comemora a Semana da Consciência Negra, que culmina com a celebração do Dia de Zumbi dos Palmares no dia 20 de novembro.
Em Maringá, não é diferente. A semana será marcada pelo 2º Festival Afro-Brasileiro, que reúne eventos organizados por várias entidades, realizadas com o apoio da Assessoria da Igualdade Racial (órgão da Prefeitura) e da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim).
As atividades vão de concurso de dança de rua a exposições, passando por peças de teatro, jantar-show, dança e apresentações de capoeira.
Para a professora Maria Verginia Gonçalves dos Santos, coordenadora do projeto Abrindo Gavetas, a realização dessa série de eventos e da Semana da Consciência Negra é importante para mostrar a cultura africana e afro-brasileira. "É uma cultura que sempre existiu, embora esteja camuflada e ninguém dê valor", diz.
Verginia diz que hoje a cidade vê um número crescente de entidades trabalhando pela causa da consciência negra. São pelo menos oito, numa situação que ela considera um avanço e que representa uma força maior na luta pelos direitos dos afro-descendentes.
A professora também destacou a Lei 10639/2003, que torna obrigatório o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas. "No governo Lula tivemos muita abertura para isso e as escolas estão trabalhando. É uma verdadeira reviravolta na história e uma valorização da cultura negra, pois mostra que não existe mais apenas a visão europeia."
Pluricultural
Para Paulo Bahia, coordenador do Centro Cultural Jhamayka, a realização desses eventos é importante para formar uma sociedade pluricultural e preservar a cultura afro-brasileira em Maringá e região.
"Essas manifestações são importantes também para cumprir a Lei do Estatuto Racial, para celebrar Zumbi dos Palmares e discutir a quebra da discriminação", diz.
Bahia destacou, em especial, o papel destes eventos na discussão do preconceito e da discriminação. Ele citou como um avanço o fato de que hoje o negro está na propanganda, inclusive em out-doors, "o que era raro até há bem pouco tempo."
"As pessoas só vão respeitar as diferença quando conhecerem o outro, sua cultura, a culinária, a sua vida", diz. "As crianças estão crescendo tendo orgulho da cor negra da pele." Para Bahia, essa é a importância de se realizar eventos como o dessa semana e da cidade ter um Festival Afro-Brasileiro instituído em lei. "A gente sabe que o preconceito e o racismo existe, mas as pessoas vão verificando que é possível mudar."
Lei
A criação do Festival Afro-Brasileiro aconteceu de forma tumultuada e sua segunda edição também não está sendo tranquila. O festival surgiu após a prefeitura não ter aceitado transformar o Dia Zumbi dos Palmares em feriado municipal, ao contrário do que foi feito em diversas cidades brasileiras.
O Festival surgiu como uma espécie de compensação e foi transformado em lei municipal, passando a figurar no calendário de eventos culturais do município. Dispõe de orçamento de R$ 40 mil, verba da Secretaria da Cultura, que organizaria o evento juntamente com a Assessoria da Igualdade Racial.
Este ano, contudo, segundo o assessor da Igualdade Racial Ademir Félix de Jesus, problemas burocráticos impediram que o projeto do festival fosse concluído a tempo para os recursos serem utilizados.
O resultado foi que a Assessoria conseguiu cerca de R$ 20 mil junto à Acim para investir no festival e a Prefeitura cedeu a infraestrutura, apoiando como pode os projetos que as entidades já realizavam. Os R$ 40 mil que a Lei 8.316/2009 previa para o festival se perderam na burocracia.
Agora, a partir deste Blog, você poderá acessar o site Guia da Mídia e ler todos o dias, os jornais do Pará, do Brasil e do Mundo, independentemente da data da última postagem deste Blog. Basta clicar no LINK que está situado aaro lado direito desta página, logo abaixo dos LINKS "Google News" e "edsonpaim.com.br". Além disso, estes dois Links, quando clicados, também, conduzem o leitor às últimas Notícias dos Municípios, dos Estados, do País e do Mundo, publicadas em ambos. CONFIRA!
domingo, 14 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Primeira-mãe: ‘A verdadeira Dilma Rousseff sou eu’
GLOBO - Dilma lhe deu muita preocupação?
DILMA JANE: Dilminha nunca me deu trabalho. Toda filha escuta a mãe. Só não escuta mais quando não precisa. As preocupações começaram quando ela foi defender o país contra a ditadura. Eu não sabia de nada. Só fiquei sabendo quando ela foi presa. Nunca falei nem pedi para ela deixar de fazer as coisas dela. Quando descobri, ela estava naquilo e presa.
GLOBO - Como foi conviver com a filha na prisão?
DILMA JANE: O primeiro mês, fiquei inteirinho em São Paulo. Mas tive que voltar para Belo Horizonte, porque tinha a minha outra filha, que era doente. Depois, durante três anos, eu viajava todo sábado de manhã para São Paulo e voltava no domingo. Eu levava mantimentos para que elas fizessem sua comida. Eu levava queijo, a Dilminha gostava muito. Também levava livros, só os que podia comprar, que eles autorizavam. Romances e livros técnicos.
GLOBO - Como era voltar e deixar a filha presa?
DILMA JANE: Voltava com o coração partido. Era como um calvário para as mães. Agora passou tudo, ficou pra trás, ela é a presidente do Brasil. Nunca pensei nisso!
GLOBO - Alguma vez viu o corpo da Dilma machucado pela tortura?
DILMA JANE: Nunca! Eu morreria se visse. Quando a reencontrei, a Dilminha tinha sido torturada por 21 dias. Mas não vão torturar a pessoa e mostrar as marcas para a mãe ver, né? Quando a gente se encontrava, não conversávamos sobre isso. Se ela falasse eu morria! A Dilma só falou sobre torturas depois. Eu procurava sempre fazer visitas alegres, contava causos da família, coisas que a divertissem, que dessem um toque diferente daquilo tudo.
GLOBO - Ficou magoada com a campanha?
DILMA JANE: Mágoa de jeito nenhum! Isso faz mal. Prefiro falar que acabou, passou. Agora vamos pensar só em coisas boas. Não têm o que fazer! Queriam ganhar com base na calúnia e difamação! Mentira não leva a nada, tanto que perderam. Quiseram botar até o Papa no meio. Não é brincadeira, não. Sobrou até para mim, disseram que eu não era católica. Falaram tanta besteira... Isso é tão simplório. Falar que a Dilminha matava criancinha? Que é isso? Falar uma asneira dessas... Parece que estamos na Idade Média. Amolaram bastante, mas agora estão calados. Não pegou.
Leia a entrevista completa na edição digital do GLOBO
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Dilma se reúne com Palocci e Dutra no feriado de Finados
Publicada em 02/11/2010 às 12h02m
Isabel Braga - O Globo; ReutersBRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), está reunida desde o final da manhã desta terça-feira, feriado de Finados, em sua casa em Brasília com integrantes da sua equipe de transição, como o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. Eles não falaram com a imprensa ao chegar ao local. ( Leia também: Jornais ingleses demonstram preocupação com governo Dilma )
Segundo assessoria de imprensa de Dilma, eles terão mais uma reunião para desenhar a agenda de transição do governo antes de a presidente eleita tirar alguns dias de folga. ( Lula não quer Palocci no Planalto e nem na equipe econômica; Mantega e Gabrielli têm nome certo no governo Dilma )
A petista viaja na quarta-feira e descansa até domingo. É possível que Dilma passe o período em Porto Alegre, ao lado da filha Paula e do neto Gabriel, mas o destino não foi confirmado pela assessoria. Ela mesma chegou a dizer na segunda-feira que seu destino é "segredo de Estado".
( Veja o especial sobre a Era Lula )
( Confira o especial sobre a trajetória de Dilma Rousseff )
( Qual deve ser a prioridade do governo Dilma? Vote )
( O que você gostaria de dizer para a próxima presidente? Mande sua mensagem )
( As promessas de Dilma )
Ainda nesta terça-feira, Dilma concede entrevistas para as emissoras Band e SBT. Na segunda, ela deu entrevistas à Record, Globo e RedeTV! . Dilma optou por essas mídias e não concedeu ainda uma entrevista coletiva a toda a imprensa.
Depois, a presidente eleita irá acompanhar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Seul , na Coreia do Sul, para reunião do G-20, onde ele vai apresentá-la à comunidade internacional. A reunião será entre 11 e 12 de novembro.
Leia mais:Palocci deverá ser coordenador da equipe de transição de Dilma
Equipe de transição já discute câmbio no governo Dilma
Escolha de Dilma para o BC será estratégica e sinalizará política cambial
Dilma já começa a montar sua equipe: nos bastidores, nomes como Paulo Bernardo, Palocci, Cardozo e Pimentel
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Substituta de Barbalho no Senado gastou 2% do valor do adversário
Marinor Brito (PSOL) declarou R$200 mil em gastos de campanha, enquanto Jarder Barbalho (PMDB-PA) calculou o teto de R$10 milhões
Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo | 27/10/2010 23:28
Com a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de manter a aplicação da Lei da Ficha Limpa para o senador Jader Barbalho (PMDB) e torná-lo inelegível, a substituta dele para a segunda vaga de senador pelo Pará é Marinor Brito, do PSOL, que gastou o equivalente a 2% do que Barbalho utilizou na campanha eleitoral deste ano.Enquanto Jader Barbalho declarou a previsão de gasto de R$10 milhões no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marinor Brito informou os gastos de apenas R$200 mil. Mesmo assim, a candidata conquistou 727 mil votos no Estado, 27,1% do total de votos válidos.
Foto: Divulgação
Terceira colocada na eleição para o Senado no Pará, Marinor Brito (PSOL) assumirá a vaga que era de Jader Barbalho na próxima legislatura. Ela conquistou 727 mil votos
Com a conquista da vaga que era de Jader Barbalho, Marinor será a segunda senadora do PSOL nessa nova legislatura. A primeira vaga é de Randolfe, eleito pelo Estado do Amapá.
A nova senadora do PSOL acompanhou a votação do processo contra Brabalho no plenário do STF e, logo depois de homologada a decisão dos ministros, saiu para comemorar a vitória com a militância do PSOL em Brasília.
No meio de um brinde, Marinor Brito conversou com a reportagem do iG e disse que a decisão do STF “veio de encontro aos interesses da sociedade”. Segundo ela, o resultado da votação entre os ministros da suprema corte brasileira “legitima o poder democrático da população”, já que o projeto da Ficha Limpa foi uma iniciativa popular, contando com mais de 1,5 milhão de assinaturas.
“Qualquer decisão diferente da de hoje enfraqueceria a democracia brasileira e o poder de mobilização social. É uma lei que consolida o sentimento do povo e vira uma página sombria da nossa sociedade, que era a possibilidade de eleição de políticos envolvidos em escândalos. Minha felicidade é dobrada porque ajudei a coletar assinaturas para o projeto aqui no Estado”, disse Brito.
Leia mais sobre a votação da Ficha Limpa
Conhecida pelos adversários como uma vereadora “boa de briga”, Marinor Brito descarta os rótulos e comparações com a principal liderança feminina do PSOL, Heloisa Helena. A ex-senadora foi uma das principais figuras de oposição no primeiro mandato do presidente Lula e era conhecida pelo comportamento destemperado e pelos duros discursos contra o presidente da República e o governo federal.
Heloisa Helena concorreu ao cargo de senadora neste ano, mas que foi rejeitada nas urnas, conquistando 470 mil votos, 16,6% do total. Os dois senadores eleitos em Alagoas conseguiram, respectivamente, 904 mil e 840 mil votos cada.
A nova senadora do PSOL elogia Heloisa Helena, mas rejeita qualquer comparação com a colega de partido. “Ninguém anuncia seu comportamento. As pessoas terão oportunidade de me conhecer. A Heloisa Helena protagonizou um momento muito importante da política, foi muito corajosa e é uma referência. Mas eu e Randolfo pretendemos protagonizar um outro momento que a política brasileira enfrentará daqui para frente”, pontuou.
A primeira vaga de senador pelo Pará ficou com Flexa Ribeiro (PSDB), eleito com 1,8 milhão de votos, 67,7% do total. O senador Jader Barbalho foi considerado inelegível por ter renunciado ao cargo de senador em 2001, para não passar por um processo no Conselho de Ética do Senado. Na época, era acusado de suposto envolvimento em um escândalo de desvio de dinheiro público na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).
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CNT/Sensus: Dilma lidera com 51,9% e Serra tem 36,7% (Postado por Erici Oliveira)
A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior para 15,2 pontos agora
São Paulo - A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 51,9% das intenções de voto, ante 36,7% de seu adversário, o tucano José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã.
A vantagem de Dilma para Serra aumentou de cinco pontos porcentuais da pesquisa anterior, na semana passada, para 15,2 pontos agora. No levantamento anterior, Dilma tinha 46,8% e Serra, 41,8%.
Ao se considerar somente os votos válidos - o que exclui nulos e brancos e se redistribui os indecisos proporcionalmente, Dilma tem 58,6% e Serra, 41,4%. A rejeição à candidata petista caiu de 35,2% da pesquisa anterior para 32,5%. Já a rejeição a Serra subiu de 39,8% para 43%.
O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, foi feito com dois mil eleitores, entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37609/2010.
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Ao se considerar somente os votos válidos - o que exclui nulos e brancos e se redistribui os indecisos proporcionalmente, Dilma tem 58,6% e Serra, 41,4%. A rejeição à candidata petista caiu de 35,2% da pesquisa anterior para 32,5%. Já a rejeição a Serra subiu de 39,8% para 43%.
O levantamento, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais, foi feito com dois mil eleitores, entre os dias 23 e 25 de outubro, em 136 municípios e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 37609/2010.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Países árabes pedem que EUA investiguem denúncias feitas por Wikileaks
Plantão | Publicada em 25/10/2010 às 10h49m
BBCO Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, grupo que inclui seis países árabes, pediu aos Estados Unidos que investiguem detalhes de supostos abusos que teriam sido cometidos contra os direitos humanos no Iraque veiculados no site especializado em vazamento de informações Wikileaks.
Os documentos do site sugerem que as Forças Armadas americanas ignoraram casos de tortura praticada pelas tropas iraquianas, além de se omitir de "centenas" de mortos de civis em postos de controle.
Em um comunicado, o secretário-geral do grupo, Abdulrahman al-Attiyah, disse que os EUA são responsáveis pelas supostas torturas e assassinatos.
O conselho é formado pela Arábia Saudita, Kuwait, Oman, Catar, Bahrein e Emirados Árabes.
O Pentágono disse que não tem intenção de reinvestigar os abusos.
O material divulgado pelo Wikileaks - considerado o maior vazamento de documentos secretos da história - comprova que os Estados Unidos mantiveram registros de mortes de civis, embora já tenham negado esta prática.
Ao todo, foram divulgados registros de 109 mil mortes, das quais 66.081 teriam sido civis.
No fim de semana, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, acusou o site de tentar sabotar suas chances de reeleição e criticou o que chamou de "interesses políticos por trás da campanha midiática que tenta usar os documentos contra líderes nacionais".
Maliki, representante da etnia xiita, tenta se manter no poder depois das eleições parlamentares ocorridas em março, no qual nenhum partido obteve maioria. As negociações entre as diversas facções para formar uma coalizão prosseguem.
Seus oponentes sunitas dizem que os papeis divulgados pelo Wikileaks destacam a necessidade de estabelecer um governo de coalizão, em vez de concentrar todo o poder nas mãos de al-Maliki.
Tortura
Muitos dos 391.831 relatórios Sigact (abreviação de significant actions, ou ações significativas, em inglês) do Exército americano aparentemente descrevem episódios de tortura de presos iraquianos por autoridades do Iraque.
Em alguns deles, teriam sido usados choques elétricos e furadeiras. Também há relatos de execuções sumárias.
Os documentos indicam que autoridades americanas sabiam que estas práticas vinham acontecendo, mas preferiram não investigar os casos.
O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell disse à BBC que, caso abusos de tropas iraquianas fossem testemunhados ou relatados aos americanos, os militares eram instruídos a informar seus comandantes.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Círio de Nazaré: Procissão foi a mais rápida da história
Após mais de cinco horas de caminhada, a romaria do Círio de Nazaré chegou à Praça Santuário, onde a multidão já aguardava a procissão para assistir à missa celebrada pelo arcebispo da prelazia de Abaetetuba, Dom Flávio Giovenali. Exatamente ao meio-dia, a imagem da Virgem de Nazaré foi retirada da berlinda pelo coordenador da Festa de Nazaré, César Neves e repassada às mãos do arcebispo metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira, que a colocou no nicho do altar da Praça Santuário, sob os aplausos da multidão. A imagem ficará no altar da praça durante todos os festejos do círio e só sairá de lá no recírio, que se realizará dia 25 deste mês, quando a imagem retornará para o colégio Gentil, onde ficará até o Círio 2011.
O Círio deste ano foi o mais rápido da história. A procissão que começou um pouco depois das 6 horas conseguiu chegar às 11h55 ao santuário de Nazaré, numa grande demonstração de organização - e cinco minutos antes da chegada do ano passado, até então a mais rápida dos círios.
Às 11h50 os sinos da Basílica Santuário começaram a soar, anunciando a chegada da Berlinda e dos romeiros. Dez minutos antes, os promesseiros da corda começavam a chegar em frente à praça, muito esgotados.
A diretoria da festa comemorou a organização da procissão e por terem conseguido cumprir o planejamento da imagem chegar à Praça Santuário ao meio-dia. O coordenadora da Festa de Nazaré, César Neves, disse que todos que trabalharam na organização da procissão estavam muito satisfeitos com o sucesso da romaria e com a compreensão dos romeiros, que ajudaram a conduzir o cortejo com a devida rapidez e na paz.
O arcebispo de Belém, ainda cansado do cortejo, se disse impressionado com a fé e devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré - essa foi a sua primeira participação no Círio. Ele conclamou aos paraenses a permanecerem na fé e promover a cultura de paz durante toda a quadra nazarena e nos meses seguintes. “O Círio é a maior demonstração de amor por Maria”, afirmou dom Alberto Taveira.
Ativistas pela paz de vários Estados brasileiros vieram participar do Círio de Nazaré a convite do Movimento pela Vida (Movida), criado por pessoas que perderam seus parentes, vitimados pela violência. Eles se juntaram à CNBB para realizar a 1ª Romaria pela Paz e garantem que no próximo ano estarão de volta para realizar a segunda versão do movimento pela vida e pela paz.
Recorde de fiéis: 2,2 milhões
A multidão que este ano acompanhou o Círio de Nazaré, num trajeto de 4,6 quilômetros pelas ruas do centro de Belém, bateu todos os recordes nos 218 anos em que a romaria é realizada: 2,2 milhões de fiéis, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A maior manifestação católica do mundo, incluindo o próprio Círio e as procissões que o antecedem, como as romarias rodoviária e fluvial, além da Trasladação, no sábado à noite, mobilizou cerca de 4,2 milhões de devotos de várias partes do Brasil e até do exterior.
As Forças Armadas e as Polícias Militar e Civil utilizaram dez mil homens e mulheres, acrescidos de doze mil voluntários da Cruz Vermelha, para garantir a segurança dos romeiros.
O novo arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, que antes dirigia a diocese de Palmas (TO), ficou impressionado com a devoção dos paraenses e também ao ver tanta gente nas ruas.
“É uma demonstração de fé única, que não pode ser descrita, mas vivida”, disse Taveira. O papa Bento XVI enviou mensagem ao povo paraense lida por dom Taveira antes do começo da romaria, durante missa na Catedral da Sé. “A devoção mariana contribui para a manifestação de fé, a união do povo católico, e reestrutura a igreja em torno de um só credo”, observou o papa.
Durante a romaria chamava atenção a quantidade de pessoas que pagavam promessas por graças alcançadas. O inglês Edward Powell, que viajou onze mil quilômetros para acompanhar o Círio pela primeira vez, não conteve a empolgação: “Nunca vi nada igual. O povo brasileiro tem uma fé que contagia qualquer um”.
Ao seu lado, o canadense Nelson Ratcliff, acrescentou ter ficado impressionado ao ver os 15 mil fiéis seguros à corda atrelada à Berlinda.
ORIGINAL
Ratcliff esteve em 2008 na peregrinação à Meca, na Arábia Saudita, a maior manifestação muçulmana do mundo oriental, mas garante que ela não se compara ao Círio dos paraenses, que para ele é, ao mesmo tempo, “transcendente e original”. Outro estrangeiro, o chileno Osvaldo Rozas, emocionou-se tanto que precisou de atendimento médico num dos postos da Cruz Vermelha. Com pressão alta e devido ao calor, ele chegou a desmaiar.
Depois de socorrido, Rozas declarou que era a quarta vez que vinha a Belém. Deixou a mãe em Santiago, onde mora, e veio pagar a promessa que fez à santa pelo restabelecimento da saúde de sua mãe.
Um rio de fé onde deságuam pessoas
Não é uma caminhada fácil. Em determinados pontos, as ruas se estreitam. As curvas acentuam-se. Fabiana, 16 anos, foi descalça. Não estava na corda, mas achou que era uma forma de dar sentido aos passos que dava, anônima na multidão. Os amigos Cleiton e Rômulo, 19 e 23 anos, ensopados, abandonaram a corda na subida da Presidente Vargas. Jogaram-se no gramado da Praça da República. Exaustos, mas felizes.
Dandara, nove anos, foi pendurada pelo pai num contador de poste. Na mão uma imagem pequena. Vestida com uma roupa branca, aguardava a passagem da berlinda.
Em Nazaré, a Associação das Vítimas de Erros Médicos utilizava o Círio para realizar um pequeno protesto. Cartazes na mão, iam em silêncio, lembrando parentes vitimados.
A caminhada começa cedo. Há quem acompanhe desde a saída. Há os que aguardam em algum ponto. Cada um tem os próprios motivos. Não dá para medir sacrifícios. Não há balança adequada para se medir a fé.
Jobson Pinheiro, 17 anos, distribuía água na esquina da Doutor Moraes. Perto dele, Maria das Graças, 28, iniciava, de joelhos, o pagamento da promessa.
Caminha-se. A direção é uma só. Ninguém pergunta a ninguém o motivo de se estar ali. Cada um traz a própria história. O homem que carrega um tijolo na cabeça é levado pela mesma devoção que o outro que carrega uma cruz. A mulher, que é empurrada na cadeira de rodas, agradece da mesma forma que a família endinheirada que enfeitou a casa e dispôs cadeiras e balões na avenida Nazaré para observar, de forma privilegiada, a passagem da procissão.
Esses caminhos que convergem, como pequenos braços de rios que formam um rio maior, dão sentido ao Círio de Nazaré. Nas mãos que se estendem aos céus, nas vozes que cantam e oram e nas lágrimas que descem e misturam-se ao suor. No dia seguinte restarão as marcas e as lembranças, até a próxima renovação da fé. (Diário do Pará)
O Círio deste ano foi o mais rápido da história. A procissão que começou um pouco depois das 6 horas conseguiu chegar às 11h55 ao santuário de Nazaré, numa grande demonstração de organização - e cinco minutos antes da chegada do ano passado, até então a mais rápida dos círios.
Às 11h50 os sinos da Basílica Santuário começaram a soar, anunciando a chegada da Berlinda e dos romeiros. Dez minutos antes, os promesseiros da corda começavam a chegar em frente à praça, muito esgotados.
A diretoria da festa comemorou a organização da procissão e por terem conseguido cumprir o planejamento da imagem chegar à Praça Santuário ao meio-dia. O coordenadora da Festa de Nazaré, César Neves, disse que todos que trabalharam na organização da procissão estavam muito satisfeitos com o sucesso da romaria e com a compreensão dos romeiros, que ajudaram a conduzir o cortejo com a devida rapidez e na paz.
O arcebispo de Belém, ainda cansado do cortejo, se disse impressionado com a fé e devoção do povo paraense à Virgem de Nazaré - essa foi a sua primeira participação no Círio. Ele conclamou aos paraenses a permanecerem na fé e promover a cultura de paz durante toda a quadra nazarena e nos meses seguintes. “O Círio é a maior demonstração de amor por Maria”, afirmou dom Alberto Taveira.
Ativistas pela paz de vários Estados brasileiros vieram participar do Círio de Nazaré a convite do Movimento pela Vida (Movida), criado por pessoas que perderam seus parentes, vitimados pela violência. Eles se juntaram à CNBB para realizar a 1ª Romaria pela Paz e garantem que no próximo ano estarão de volta para realizar a segunda versão do movimento pela vida e pela paz.
Recorde de fiéis: 2,2 milhões
A multidão que este ano acompanhou o Círio de Nazaré, num trajeto de 4,6 quilômetros pelas ruas do centro de Belém, bateu todos os recordes nos 218 anos em que a romaria é realizada: 2,2 milhões de fiéis, segundo o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A maior manifestação católica do mundo, incluindo o próprio Círio e as procissões que o antecedem, como as romarias rodoviária e fluvial, além da Trasladação, no sábado à noite, mobilizou cerca de 4,2 milhões de devotos de várias partes do Brasil e até do exterior.
As Forças Armadas e as Polícias Militar e Civil utilizaram dez mil homens e mulheres, acrescidos de doze mil voluntários da Cruz Vermelha, para garantir a segurança dos romeiros.
O novo arcebispo de Belém, dom Alberto Taveira, que antes dirigia a diocese de Palmas (TO), ficou impressionado com a devoção dos paraenses e também ao ver tanta gente nas ruas.
“É uma demonstração de fé única, que não pode ser descrita, mas vivida”, disse Taveira. O papa Bento XVI enviou mensagem ao povo paraense lida por dom Taveira antes do começo da romaria, durante missa na Catedral da Sé. “A devoção mariana contribui para a manifestação de fé, a união do povo católico, e reestrutura a igreja em torno de um só credo”, observou o papa.
Durante a romaria chamava atenção a quantidade de pessoas que pagavam promessas por graças alcançadas. O inglês Edward Powell, que viajou onze mil quilômetros para acompanhar o Círio pela primeira vez, não conteve a empolgação: “Nunca vi nada igual. O povo brasileiro tem uma fé que contagia qualquer um”.
Ao seu lado, o canadense Nelson Ratcliff, acrescentou ter ficado impressionado ao ver os 15 mil fiéis seguros à corda atrelada à Berlinda.
ORIGINAL
Ratcliff esteve em 2008 na peregrinação à Meca, na Arábia Saudita, a maior manifestação muçulmana do mundo oriental, mas garante que ela não se compara ao Círio dos paraenses, que para ele é, ao mesmo tempo, “transcendente e original”. Outro estrangeiro, o chileno Osvaldo Rozas, emocionou-se tanto que precisou de atendimento médico num dos postos da Cruz Vermelha. Com pressão alta e devido ao calor, ele chegou a desmaiar.
Depois de socorrido, Rozas declarou que era a quarta vez que vinha a Belém. Deixou a mãe em Santiago, onde mora, e veio pagar a promessa que fez à santa pelo restabelecimento da saúde de sua mãe.
Um rio de fé onde deságuam pessoas
Não é uma caminhada fácil. Em determinados pontos, as ruas se estreitam. As curvas acentuam-se. Fabiana, 16 anos, foi descalça. Não estava na corda, mas achou que era uma forma de dar sentido aos passos que dava, anônima na multidão. Os amigos Cleiton e Rômulo, 19 e 23 anos, ensopados, abandonaram a corda na subida da Presidente Vargas. Jogaram-se no gramado da Praça da República. Exaustos, mas felizes.
Dandara, nove anos, foi pendurada pelo pai num contador de poste. Na mão uma imagem pequena. Vestida com uma roupa branca, aguardava a passagem da berlinda.
Em Nazaré, a Associação das Vítimas de Erros Médicos utilizava o Círio para realizar um pequeno protesto. Cartazes na mão, iam em silêncio, lembrando parentes vitimados.
A caminhada começa cedo. Há quem acompanhe desde a saída. Há os que aguardam em algum ponto. Cada um tem os próprios motivos. Não dá para medir sacrifícios. Não há balança adequada para se medir a fé.
Jobson Pinheiro, 17 anos, distribuía água na esquina da Doutor Moraes. Perto dele, Maria das Graças, 28, iniciava, de joelhos, o pagamento da promessa.
Caminha-se. A direção é uma só. Ninguém pergunta a ninguém o motivo de se estar ali. Cada um traz a própria história. O homem que carrega um tijolo na cabeça é levado pela mesma devoção que o outro que carrega uma cruz. A mulher, que é empurrada na cadeira de rodas, agradece da mesma forma que a família endinheirada que enfeitou a casa e dispôs cadeiras e balões na avenida Nazaré para observar, de forma privilegiada, a passagem da procissão.
Esses caminhos que convergem, como pequenos braços de rios que formam um rio maior, dão sentido ao Círio de Nazaré. Nas mãos que se estendem aos céus, nas vozes que cantam e oram e nas lágrimas que descem e misturam-se ao suor. No dia seguinte restarão as marcas e as lembranças, até a próxima renovação da fé. (Diário do Pará)
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Quando os sinos da Catedral da Sé badalam, ainda na madrugada de domingo, os dois milhões de fiéis r...
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11/10 - 04h17 Rodoromaria percorre 24 km em duas horas
Ainda estava escuro, mas por volta de 4h da manhã do último sábado, a Praça Matriz de Ananindeua já...
Ainda estava escuro, mas por volta de 4h da manhã do último sábado, a Praça Matriz de Ananindeua já...
11/10 - 04h15 Três mil prestigiam descida do Glória
A imagem que originou a maior manifestação religiosa do mundo foi retirada do Glória para ficar mai...
A imagem que originou a maior manifestação religiosa do mundo foi retirada do Glória para ficar mai...
11/10 - 04h14 Círio Fluvial faz 25 anos com centenas de barcos
Já eram 9 horas da manhã quando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, carregada pelas mãos do arcebi...
Já eram 9 horas da manhã quando a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, carregada pelas mãos do arcebi...
11/10 - 04h08 Impasse marcou fogos das homenagens na Trasladação
A Trasladação, procissão realizada no último sábado (9), e que tradicionalmente antecede o Círio de...
A Trasladação, procissão realizada no último sábado (9), e que tradicionalmente antecede o Círio de...
11/10 - 04h06 Fogos: licença irregular acabou em agressões
Na versão do engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, responsável pelo parecer que libe...
Na versão do engenheiro químico Carlos Augusto de Brito Carvalho, responsável pelo parecer que libe...
11/10 - 03h54 Caminhada movida pela oração e fé
Quando os sinos da Catedral da Sé badalam, ainda na madrugada de domingo, os dois milhões de fiéis ...
Quando os sinos da Catedral da Sé badalam, ainda na madrugada de domingo, os dois milhões de fiéis ...
11/10 - 03h46 Procissão também é das crianças
Nos ombros da mãe, a pequena Alice, 3 anos, sorri e bate palmas. Vestida de anjinho, ela aguarda a ...
Nos ombros da mãe, a pequena Alice, 3 anos, sorri e bate palmas. Vestida de anjinho, ela aguarda a ...
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